terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Reativando nossa Coleção de Cactus.

  

Aqui começou em 2002 meu encanto pelos cactus. Encontrei jogado em uma praça perto de casa ese belo exemplar....a 12 anos atras era bem menor. Mas já era um encanto. uma Maravilha da Natureza.


Hoje cedo antes de ir para Imobiliária, carregando de energia Positiva minhas Baterias.


Sempre tem algo para ser feito. Uma etiqueta de nomenclatura dessa maravilhas, um replante. 


Aqui observando que minhas abelhas Jatai, ja andaram polinizando minhas Flores.


Uma visão parcial, Muitas Plaquetas cairam....muito trabalho pela frente para Catalogar tudo novamente.


A Cada Replante a certeza da garantia da Saúde dessas Maravilhas.


Ao replantar, novos filhotes aparecem...e mais vasinhos para se colocar as plaquetinhas. Mais mudinhas para futuras Trocas.


Nos últimos 6 anos, o afastamento, apesar da proximidade da coleção ..foi enorme.


Algumas Perdas importantes, e muito trabalho para repor as especies perdidas.



Etiquetar, replantar, adubar, e semear as sementes que resultaram das polinizações.

Minhas Colmeias de Jatai

Inicio da construção do tubo de entrada.  

 Operarias em Ação , Elas ficam trabalhando ate o fim do Tubo de Entrada.

 Essa foi a nossa primeira Colmeia de Jatai.  Elas estao produzindo muito rapidamente discos de postura. 
 Aqui vemos o suplemento de mel e própolis que elas garimpam na Natureza.
 Aqui vemos a tampa desse ultimo quadro de alimento.
Nessa Foto já observamos a Colmeia , apos a divisão.  As duas Colmeias estão de vento em Popa.  
Estao trabalhando muito fortemente.Na colmeia da Direita da foto foi remanejado os ultimos discos de postura, e junto com eles a Abelha Rainha.  Na Colmeia da esquerda, ficaram os discos mais velhos com células de realeira, onde em breve irão nascer a Nova Princesa.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Diversidade das Abelhas no Brasil.

                                       A diversidade de abelhas no Brasil

Estima-se que no mundo existam mais de 20 mil espécies de abelhas. 
O Brasil, devido a suas proporções continentais e riqueza de ecossistemas, pode ser considerado privilegiado neste aspecto, pois abriga cerca de ¼ destas espécies (ca. 5000). 
Contudo, infelizmente, a abelha mais conhecida entre os brasileiros é a abelha européia (Apis mellifera), que na verdade não é nativa do Brasil. Esta espécie foi introduzida no período colonial para fins de apicultura. Atualmente é a espécie mais abundante em nossos ambientes (até mesmo urbanos), fazendo nos esquecer que possuímos uma fauna de abelhas nativa rica e diversa. 
Só no Estado de São Paulo foram listadas 729 espécies e no Rio Grande do Sul mais de 500 espécies são conhecidas. Segundo levantamentos feitos em diferentes regiões do Brasil, até hoje temos mais de 2 mil espécies de abelhas catalogadas.

Uma ampla diversidade de formas, tamanhos e cores caracteriza a nossa apifauna. 
Existem espécies com tons verdes, azuis e roxos metálicas, que geralmente são confundidas com moscas varejeiras. 
Algumas abelhas são bem ornamentadas com listas e manchas pelo corpo, e outras possuem cores lisas ou brilhantes de várias tonalidades entre negro e amarelo. Existem abelhas que chegam a medir mais de 5 centímetros e outras muito pequenas com pouco mais de 2 milímetros, que geralmente também são confundidas com outros grupos de insetos.
Pequena amostra da diversidade de abelhas nativas do Brasil (2x)
De solitário a social

Entre as abelhas existem diferentes modos de vida, denominados graus de sociabilidade. Os dois extremos são: as espécies de vida solitária e aquelas de vida totalmente social (eusociais). Entre estes extremos existem categorias como: subsociais, parasociais, ou quasesociais, que se diferenciam pela presença e domínio de uma rainha.
Algumas espécies solitárias podem construir seus ninhos agregados, o que poderíamos comparar aos nossos "condomínios" onde vários ninhos da mesma espécie estão dispostos no mesmo local. Cada ninho possui a sua "dona" e cada abelha, ou melhor, cada fêmea cuida do seu próprio ninho.

Abelhas altamente sociais -ou eusociais- formam colônias numerosas, perenes e com alto grau de organização interna. No Brasil este é o caso das abelhas sem ferrão -Meliponíneos, popularmente conhecidas como jataí, uruçu, mandaçaia, guaraipo, mirim, etc. Estas espécies são bem conhecidas pelos índios e pessoas que vivem no campo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Floradas que são utilizadas pelas Abelhas Jatai.

  • Artigo Muito Interessante, que encontrei lendo sobre Jatai no Site do Meliponario Pivoto. 
  • Eles fazem um Trabalho de divulgação Maravilhoso. Estão de Parabens.


  • Alfafa-do-campo (Stylosanthes scabra) (abril)
  • Alfinete (Sirene armenia) (janeiro a março)
  • Arnica-brasileira (Solidago chilensis) (junho a setembro)
  • Aroeira-branca (Lithraea molleoides) (setembro)
  • Aroeira- vermelha (Schinus therebentifolius) (dezembro)
  • Arruda (Ruta graveolens) (agosto a setembro)
  • Assapeixe (Vernonia polyanthes) (julho a agosto)
  • Astrapéia (Dombeya burgessiae) (abril a julho)
  • Astrapéia-rosa (Dombeya wallichii) (julho a agosto)
  • Azaléia-lilás (Rhododendron indicum) (abril a julho)
  • Azaléia-rosa (Rhododendron indicum) (agosto a setembro)
  • Babosa-de-flor-rosa (Aloe arborescens) (janeiro)
  • Beijo (Impatiens balsamina) (abril a junho e outubro a dezembro)
  • Bico-de- papagaio (Euphorbia pulcherrima) (abril a julho)
  • Calabura (Muntingia calabura) (outubro a dezembro)
  • Cambará-roxo (Eupatorium squalidum) (fevereiro a março)
  • Catinga-de-mulata (Iboza riparia) (junho a julho)
  • Charão (Toxicodendron verniciferum) novembro)
  • Chocalho (Crotalaria pallida) (março a maio)
  • Cóleos – vários (Coleus spp) janeiro a março)
  • Confete (Lagerstroemia indica) (dezembro)
  • Coreópse (Coreopsis grandiflora) (agosto a janeiro)
  • Coroa-de-cristo (Euphorbia milii var. splendens) (janeiro a dezembro)
  • Coroa-de-cristo-grande (Euphorbia milii var. milli (janeiro)
  • Cravo-do-campo (Senecio brasiliensis) (agosto a outubro)
  • Cróton - vários (Croton spp) (setembro a fevereiro)
  • Dália – várias (Dahlia spp) (abril a maio)
  • Dietes (Dietes vegeta) (julho a novembro)
  • Espiguinha (Mimosa daleoides) ((janeiro a fevereiro)
  • Esponjinha vermelha (Calliandra twedii) (janeiro a dezembro)
  • Esporinha (Delphinium sp) (julho a novembro)
  • Eupatório-roxo (Eupathorium macrocephalum) (janeiro a maio)
  • Feijão-de-praia (Sophora tomentosa) (agosto a março)
  • Fumo (Nicotiana tabacum) (dezembro a abril)
  • Funcho (Foeniculum vulgare) (dezembro a março) v
  • Grevílea (Grevilea banksii) (janeiro a dezembro)
  • Guaco-liso (Mikania cordifolia) (julho a agosto)
  • Guanxuma (Sida rhombifolia) (dezembro a março)
  • Guiso-de-cascavel (Crotalaria lanceolata) (janeiro a março)
  • Jasmim-estrela (Jasminum azoricum) (novembro a janeiro)
  • Lanceta (Eclipta alba) (janeiro a fevereiro)
  • Laranjeiras, limoeiros, tangerinas (Citrus spp) (setembro a outubro)
  • Madressilva (Lonicera japonica) ((setembro a outubro)
  • Malmequer (Aster laevis) ((outubro a novembro)
  • Mangueira (Mangifera indica) (julho a setembro)
  • Margaridão amarelo (Tithonia speciosa) (abril a maio)
  • Manjericão (Ocimum sellowii) (novembro a junho)
  • Maria-sem-vergonha (Impatiens sultanii) (janeiro a dezembro)
  • Murici (Byrsonima intermedia) (novembro a junho)
  • Muçambê (Cleome spinosa) (novembro a dezembro)
  • Onze-horas (Mesembryantemum spectabilis) (outubro a dezembro)
  • Orégano (Origanum vulgare) (dezembro a janeiro)
  • Orelha-de-onça (Tibouchina holoserice) (novembro a janeiro)
  • Palmeira-elegante (Archontophoenix cunninghamia) (fevereiro a junho)
  • Pessegueiro (Prunus persica) (julho a agosto)
  • Picão branco (Galinsoga parviflora) (julho a novembro)
  • Pitanga (Eugenia pitanga) (julho a agosto)
  • Primavera (Bougainvillea spectabilis) (setembro a novembro)
  • Quaresmeira (Tibouchina granulosa) (janeiro a abril)
  • Sabugueiro (Sambucus australis) (novembro a dezembro)
  • Sálvia vermelha (Salvia splendens) (outubro a novembro; março a abril)
  • Sensitiva (Mimosa pudica) (fevereiro)
  • Serralha (Emilia sonchifolia) ((janeiro a dezembro)
  • Sibipiruna (Caesalpinea peltophoroides) (setembro a outubro)
  • Suínã (Erythrina speciosa) (junho a setembro)
  • Tapete-inglês (Polygonum capitatum) (maio a junho)
  • Tipuana (Tipuana tipu) (outubro a novembro)
  • Tumbérgia (Thumbergia grandiflora) (dezembro a janeiro; abril)
  • Vassourinha (Baccharis trinervis) (dezembro a janeiro)
  • Vedélia (Wedelia paludosa) (outubro a abril)
  • Violeteira (Durante repens) (outubro a maio)

  • Estudo desenvolvido segundo Bibliografia abaixo.

    Bibliografia: PIRANI, J.R. ET AL, Flores e Abelhas em São Paulo, EDUSP/FAPESP; e LORENZI, H. ET AL, Plantas Daninhas no Brasil, Ed. PLANTARUM.

    Ninho em Forma de Disco, Protegido por Resina e Cera.

    A Elaboração do ninho construído pela Jataí, produzem um desenho em forma de disco. Sempre em um disco elas colocam uma realeira ( câmera para produzir uma Princesa ). 
     A Cera e Resina separam o ninho como se fosse uma proteção, tanto na parte superior quanto na inferior do núcleo. 
    A essa mistura de Cera e Resina dá-se o nome de betume. Os favos são construídos no sentido horizontal, em camadas sobrepostas. Na entrada do ninho, é construído um tubo de cera, o qual é fechado durante a noite, deixando-se pequenos orifícios, como uma espécie de teia, a fim de permitir o arejamento interno.
    Passando ao mel produzido por essas abelhas, além de saboroso e suave, o mel da Jataí é bastante procurado por suas propriedades medicinais. 
    Muito usado como fortificante e anti-inflamatório, em particular, dos olhos. Além do mel, a Jataí produz própolis, cera e pólen de boa qualidade.
    Se fizermos uma comparação com as abelhas com ferrão, ela produz menor quantidade, mas o preço de venda é bem maior, por exemplo, um litro desse mel pode passar dos 100 reais.
    É interessante lembrar que as abelhas armazenam o pólen e o mel, separadamente, em potes de tamanhos semelhantes. Os potes de mel podem ser reconhecidos, porque são mais transparentes, enquanto que os de pólen são opacos.

    segunda-feira, 3 de novembro de 2014

    Alimentacao Proteica para as Abelhas JATAI.

                                               ALIMENTAÇÃO PROTEICA
    Existem várias receitas proteicas e cabe ao meliponicultor escolher a que mais se adequa a espécie criada por ele. 
    Vou deixar uma receita simples, barata e que funciona segundo muitos criadores que ja postaram aqui na internet.
    Receita - 3 partes de farelo de soja + 1 parte de farinha de milho + 6 partes de mel.
    Misturar bem os dois farelos e adicionar o mel devagar até formar uma pasta mole

    Trepadeira Amor Agarradinho muito Procurada pelas Abelhas Jatai

    Esta planta, também conhecida como Antigonon leptopus, lágrima de noiva, cipó coral, viuvinha ou georgina é uma trepadeira tropical de origem mexicana considerada perene graças a sua capacidade de obter um tamanho avantajado e permanecer radiante durante tudo o ano. Tem um crescimento lento e constante atingindo um porte enorme se bem cuidada por muitos anos.
    Devido a isso é muito utilizada quando se quer fazer uma cerca viva alta, volumosa e enfeitada por suas centenas de pequenas flores rosas ou brancas cordiformes.

    ..

    “Sem flores não há néctar; sem néctar não há mel; sem mel não há abelha, e sem as abelhas não haverá polinização em um número infinito de árvores tão importantes para nossa vida.”

    Podemos ter uma produção de mudas, tanto por estaquia, como por sementes, do Amor Agarradinho, uma das mais importantes plantas na produção de flores ricas em néctar e pólen.

    A flora apícola é o que se pode chamar de pastagem das abelhas. 
    E a partir das flores que as abelhas recolhem o néctar e o pólen, que vão alimentar a colônia. Normalmente, essas plantas são classificadas como nectaríferas ou poliníferas,
    mas as boas produtoras de própolis também podem ser incluídas. 

    Outras plantas que devem integrar a flora apícola são aquelas que não se enquadram propriamente em nenhum desses tipos, mas são hospedeiras habituais de insetos que produzem um pseudo néctar (melato) que é colhido pelas abelhas e transformado em mel.

    Muitos produtores de mel , cultivam essa Trepadeira Amor Agarradinho, para alimento das suas Abelhas. Floresce praticamente o ano todo.